quinta-feira, 25 de novembro de 2010

LENDO OS GRANDES POETAS

GERMÁN PARDO GARCÍA

CANTO À FORÇA SINDICAL
(continuação)

III

ESTES sensíveis bosques sociais dotados de justíssimas linguas
urgem à capacidade de meu coração álgido e só
para que entenda a amargura do salario miserável;
a aridez dos mineiros que tiram dos cárcamos
a escravidão dos petreos combustíveis;
a dessecação dos arroios pulmonares
pelo silicio e pela cal das pedreiras,
e a agonia dos lívidos punhos derrotados
pela inercia e pelos espectros
que atam a suas cinturas emblema falaz de campeões.

(Continuará)

Germán Pardo García (Colombia - 1902, México - 1991)
* Quadro de Miguel Oscar Menassa

4 comentários:

dade amorim disse...

Poeisa engajada não é fácil de ler, é áspera como pedra bruta, mas igualmente verdadeira, espelha o sofrimento de quem luta para sobreviver.
Um abraço.

CAROLINA CAETANO disse...

Os bosques das poucas espécies estão fartos, estão fartos.
Importante voltar leitura a estes versos atentos.
Um abraço.

Grupo Cero VersoB disse...

Gracias por tuas palavras, dade,
Ler também é um trabalho
um garimpar pedras.

um abraço,
na poesia,

Grupo Cero VersoB disse...

Carolina, querida,

gostei muito de tuas palavras,
gracias por deixares rastros desta tua leitura atenta, produzindo assim poesia
nestes bosques sociais
do Grupo Cero Verso B,

um forte abraço,
na poesia,