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segunda-feira, 11 de junho de 2012

LENDO OS GRANDES POETAS

ESPERANDO Dejas la autopista y bajas la colina. Una vez abajo, giras a la izquierda. Sigues orientado a la izquierda. La carretera hará una Y. De nuevo a la izquierda. Dejas una cala a la izquierda. Sigue en la misma dirección. Justo antes de que se termine la carretera, verás otra carretera. Coge ésa y no otra. Si no, arruinarás tu vida para siempre. Hay una casa de madera con un tejado frágil a la izquierda. No es ésa la casa. Es la siguiente, justo sobre una elevación. La casa en la que los árboles se inclinan cargados de fruta. Donde crecen el flox, la forsitia y la caléndula. Ésa es la casa en la que una mujer permanece a la puerta con el sol en su pelo. La que ha estado esperando todo este tiempo. La mujer que te quiere. La que puede que te diga, "Dónde te has metido?" RAYMOND CARVER (Clatskanie, 1938 - Reno,E.U.A., 1988) do livro: TODOS NOSOTROS.

quinta-feira, 1 de março de 2012

LENDO OS GRANDES POETAS

AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS


Quando pronuncio a palavra Futuro,

a primeira sílaba já se perde no passado.


Quando pronuncio a palavra Silêncio,

suprimo-o.


Quando pronuncio a palavra Nada,

crio algo que não cabe em nenhum não ser.


Wislawa Szymborska (Kórnik,Polônia- 1923, Cracóvia- 2012)
Do livro Wislawa Szymborska - poemas
Tradução de Regina Przybycien

sábado, 25 de fevereiro de 2012

LENDO OS GRANDES POETAS

VIETNAM



Mujer, ¿cómo te llamas? -No sé.
¿Cuándo naciste, de dónde eres? -No sé.
¿Por qué cavaste esta madriguera? -No sé.
¿Desde cuándo te escondes? -No sé.
¿Por qué me mordiste el dedo cordial? -No sé.
¿Sabes que no te vamos a hacer nada? -No sé.
¿A favor de quién estás? -No sé.
Estamos en guerra, tienes que elegir. -No sé.
¿Existe todavía tu aldea? -No sé.
¿Éstos son tus hijos? -Sí.

WISLAWA SZYMBORSKA (Bnin-Polônia- 1923, Cracóvia- 2012)
De "Mil alegrías -Un encanto-" 1967
Versión de Gerardo Beltrán

sábado, 7 de agosto de 2010

LENDO OS GRANDES POETAS

INSCRIÇÃO PARA
UMA LAREIRA

A vida é um incendio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meios aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!


Cantemos a canção da vida,
na propria luz consumida...

Mario Quintana (30/07/1906-Alegrete, 1º de maio de 1994 - Porto Alegre)

domingo, 11 de outubro de 2009

LENDO OS GRANDES


Ah, tudo é símbolo e analogia!
O vento que passa, a noite que esfria
São outra cousa que a noite e o vento -
Sombras de vida e de pensamento.

Tudo que vemos é outra cousa.
A maré vasta, a maré ansiosa,
É eco de outra maré que está
Onde é real o mundo que há.

Tudo que temos é esquecimento.
A noite fria, o passar do vento
São sombras de mãos cujos gestos são
A ilusão mãe desta ilusão.

(Fernando Pessoa. In: Fausto. Tragédia
Subjectiva)