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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

POESIA SAINDO DO FORNO

(Culturamix)
ELEFANTES DA SOLIDÃO

1.

quando das feridas
se abrir a noite
saberá o grito

revém do arroio
rever seus pedaços
de nome, unhas e, bem
ao lado da vinha, marfins

essa marcha é
a fome que o peso
do corpo suporta

uvas, nunca consolo
aos elefantes da solidão

2.

na manada, tudo
tem patas cicatrizes
ossos, tem,

na garganta
o ruído da morte

oh corpo que arrasta
a poeira desse arroio,
o quê se mastiga só?

3.

a vinha,
grito que se mete
na presa das manhãs

a uva,
corcova de espinhos

raiz de navalha
corte de semente
tromba ou arroio

a menor das facas,
ainda assim, cabe na
dinastia desse homem

Eliane Marques (Integrante do Grupo de Poesia Cero)
No livro: Casa do Poeta Rio-Grandense 47 anos

sábado, 12 de novembro de 2011

47ª Coletânea Casa do Poeta Rio-grandense

SÓLO DURA LO EFÍMERO

Buscando en un libro de Cortázar
la frase "solo dura lo efímero", encontre
el cuaderno de tapas negras que quise
mostrarte.
Pocas hojas escritas, algún dibujito hecho
con birome,
un fecha que ya no marca nada,
y los poemas de amor que quise mostrarte.

Quise decirte: Sólo dura lo efímero,
los caminos o los libros,
los grillos, las olas
y los cuadernos de tapas negras,
las agendas y las carreteras.

Tus ojos descansan sobre algunas letras,
tus pasos, tu voz en cada esquina,
y lo efímero:
los ferrocarriles, los aviones, las escaleras
mecânicas
el amanecer y el crepúsculo
- donde te encuentro -,
y Julio Cortázar
Rayuela y vos
y lo efímero:
"el único inmortal".

Marcela Villavella (Buenos Aires, 1956)